O Governo do Estado do Paraná, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), alcançou um marco histórico em 2025 ao destinar R$ 54 milhões para a aquisição de alimentos orgânicos destinados à merenda escolar da rede estadual. Este valor representa o maior investimento dos últimos oito anos na área, consolidando a expansão da oferta de produtos saudáveis nas instituições de ensino paranaenses. A informação é da Agência Estadual de Notícias/Governo do Paraná.
Desde 2011, quando os produtos orgânicos foram introduzidos na alimentação escolar, a presença desses itens na merenda tem crescido continuamente. Naquele ano, apenas 29 municípios recebiam alimentos orgânicos. Em 2026, esse número saltou para 311 cidades, um aumento de quase 11 vezes em 15 anos, demonstrando o compromisso do estado com a qualidade nutricional dos estudantes.
Atualmente, a rede estadual de ensino atende diariamente cerca de 1,2 milhão de estudantes, servindo aproximadamente 1,5 milhão de refeições. A inclusão de orgânicos visa não apenas aprimorar a saúde dos alunos, mas também fomentar a agricultura familiar e a economia local.
O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, destaca que o avanço da alimentação orgânica nas escolas estaduais é resultado de uma política pública bem estabelecida no Paraná. “Além de garantir refeições de mais qualidade para os estudantes, essa política valoriza a agricultura familiar, fortalece a economia local e amplia a oferta de alimentos saudáveis nas escolas”, afirma Miranda.
A série histórica dos últimos oito anos ilustra a rápida evolução dos orgânicos na alimentação escolar. O investimento, que era de R$ 7,5 milhões em 2019, atingiu R$ 54 milhões em 2025. Paralelamente, o volume de alimentos entregues cresceu de 1.510 para 5.500 toneladas, um aumento de 264% em sete anos. Nos primeiros cinco meses de 2026, já foram investidos R$ 23,2 milhões e distribuídas 2.220 toneladas de alimentos orgânicos, mantendo o ritmo de crescimento.
A política de alimentação escolar, gerida pelo Fundepar, prioriza cardápios elaborados por nutricionistas, com foco em frutas, verduras, legumes e alimentos frescos, respeitando os hábitos alimentares regionais. A ampliação da oferta de orgânicos tem sido bem recebida pelos estudantes, conforme relatos de merendeiros como Evandro dos Santos, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Vicente de Carli, em Francisco Beltrão.
“As frutas e verduras chegam mais frescas e os alunos acabam consumindo mais. A poncã, a alface e o repolho têm bastante saída”, comenta Santos. A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, reforça que a iniciativa fortalece a qualidade da alimentação escolar, proporcionando refeições mais variadas e nutritivas, o que contribui para um ambiente de aprendizagem mais favorável.
O Paraná se destaca nacionalmente na produção orgânica, liderando o ranking do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com 4.289 registros ativos, representando quase 19% de todas as certificações válidas no Brasil. Este volume é cerca de 36% superior ao do Rio Grande do Sul, o segundo colocado, com 3.161 certificações.
Municípios como Tijucas do Sul (239 certificações), Lapa (170) e Rio Branco do Sul (110), na Região Metropolitana de Curitiba, são exemplos da força da produção orgânica paranaense. Aproximadamente 2 mil agricultores certificados fornecem alimentos orgânicos para as 2.080 escolas da rede estadual. Entre os produtos mais distribuídos estão banana (mais de 1,3 mil toneladas), laranja (401 toneladas), alface (274), pão caseiro (260) e arroz polido orgânico (250).
É importante ressaltar que, pela legislação brasileira, alimentos processados só podem ser classificados como orgânicos se pelo menos 95% dos ingredientes possuírem certificação orgânica, como é o caso do pão caseiro.
O Programa Paraná Mais Orgânico, uma parceria entre universidades estaduais, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), tem sido fundamental para esse avanço. O programa oferece assistência técnica gratuita a agricultores familiares, auxiliando na transição para o sistema orgânico, que leva de 12 a 18 meses, dependendo da cultura.
A alimentação escolar integra essa cadeia ao ampliar a compra de produtos certificados, especialmente vegetais como alface e banana. A responsável técnica pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Fundepar, Andrea Bruginski, enfatiza que a produção orgânica vai além da ausência de agrotóxicos. “A produção orgânica envolve práticas que preservam o solo, a água e a biodiversidade, além de ampliar a oferta de alimentos mais seguros, nutritivos e sustentáveis para os estudantes”, conclui Bruginski.
Este investimento recorde reforça o compromisso do Paraná com a saúde e o bem-estar de seus estudantes, ao mesmo tempo em que impulsiona a agricultura familiar e a sustentabilidade no campo.
Fonte: Agência Estadual de Notícias/Governo do Paraná. Leia o material oficial.